
Sempre que te ofenderes com o delito de alguém, volta-te imediatamente para tuas falhas similares, como ver dinheiro como bom, ou prazer, ou um pouco de fama, seja qual for a forma que elas tomem. Ao pensar nisso, tu rapidamente esquecerás tua raiva, considerando também o que os compele, pois que mais eles podiam fazer? Ou, se fores capaz, elimina a compulsão deles.
Marco Aurélio
A frase convida a trocar julgamento por lucidez. Quando a falha de alguém nos irrita, Marco Aurélio sugere uma pausa: reconhecer em nós sementes parecidas da mesma fragilidade. Isso reduz a raiva, aumenta a compaixão e nos lembra que agir bem começa por governar a própria reação.
O ponto central da frase é simples e exigente: antes de transformar a falha do outro em raiva, vale olhar para dentro e reconhecer onde também somos movidos por impulsos, vaidade, prazer ou desejo de aprovação. Esse retorno para si mesmo não desculpa o erro alheio, mas devolve a lucidez para agir melhor.
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